Heinz satisfaz apetite de Buffett por ativos seguros

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 21st, 2013

Warren Buffett voltou a disparar sua espingarda de caçar elefantes. Mas ele tem mais balas na agulha.

Dessa vez, ele acertou num alvo bem ao seu gosto, a H.J. Heinz Co.,

uma marca conhecida mundialmente e uma fiel geradora de lucros.

A Berkshire Hathaway,

holding do investidor americano, e a firma brasileira de investimento em participações 3G Capital fecharam a compra da Heinz por US$ 23 bilhões, numa das maiores aquisições do setor alimentício de todos os tempos. Embora os compradores terão partes iguais da empresa, a 3G é que vai comandar as operações.

Associated Press

O investidor havia dito que estava ‘salivando’ para fazer um grande negócio

A Heinz, que tem sede em Pittsburgh, gera dois terços de sua receita anual de US$ 11,6 bilhões fora dos Estados Unidos, sendo 25% nos mercados emergentes, o que faz dela uma plataforma a partir da qual a 3G Capital pode fazer mais aquisições na indústria de alimentos. O fluxo de caixa gordo da Heinz poderia ajudar nesse propósito.

“É uma marca genuinamente mundial”, disse o cofundador e sócio-gerente da 3G, Alex Behring, numa conferência telefônica com investidores e repórteres.

Buffett disse meses atrás que estava salivando para fazer um grande negócio, o que significava acima de US$ 20 bilhões, e com a Heinz ele com certeza satisfez boa parte deste desejo.

Não há marca de ketchup mais conhecida nos lares, restaurantes e lanchonetes dos EUA do que a da Heinz. Muitos americanos põem ketchup em quase tudo que comem e, assim, Buffett está obtendo um produto que é considerado à prova de recessão. A Heinz vende 650 milhões de garrafas de ketchup por ano, segundo o site da empresa, mais sopas e outros alimentos básicos.

As vendas da Heinz subiram em todo ano fiscal desde 2006, mesmo em plena recessão. No ano fiscal encerrado em abril de 2012, o crescimento foi de 8,8%, para US$ 11,6 bilhões. O lucro não cresceu tão linearmente, mas permaneceu relativamente estável.

“A Heinz tem um potencial de crescimento forte e sustentável, baseado em altos padrões de qualidade, inovação contínua, administração excelente e produtos muito saborosos. Seu sucesso global é uma prova de que compensa investir em ações de marcas fortes e na força de suas equipes de administração e processos”, disse Buffett num comunicado.

Numa participação em um programa da rede CNBC na manhã de ontem, Buffett disse que acompanha a Heinz desde os anos 80.

“A Heinz é o nosso tipo de empresa, com marcas fantásticas”, disse ele no programa.

Mas, mesmo assim, ele disse que estava entrando com apenas US$ 12 bilhões a US$ 13 bilhões em dinheiro no negócio, deixando ainda bastante espaço livre.

“Estou pronto para outro elefante”, disse ele. “Se vocês virem algum andando por aí, por favor me chamem.”

As ações da Heinz, que já vinham sendo negociadas nos níveis mais altos da sua história, saltaram 19,9% ontem diante do anúncio do negócio, fechando a US$ 72,50.

A grande aposta de Buffett no ketchup não deve sofrer muita concorrência. Num relatório para clientes, Eric Katzman, analista do Deutsche Bank,

prevê que é improvável que surja outra oferta pela Heinz.

Segundo o acordo, a 3G e a Berkshire Hathaway terão cada uma 50% da HJ Heinz. Dos mais de US$ 12 bilhões que a Berkshire está contribuindo, cerca de US$ 4 bilhões será em dinheiro e US$ 8 bilhões em financiamento sob a forma de ações preferenciais.

Com mais de US$ 47 bilhões em caixa no seu balanço ao fim de setembro, a Berkshire teria os meios financeiros necessários para comprar a HJ Heinz por conta própria. Mas Buffett tem a reputação de manter as empresas que compra, assim como sua gestão, intactas, e a expectativa é de que a 3G vá renovar em algum modo a empresa de alimentos.

Buffett também tem dito que a Berkshire manterá sempre pelo menos US$ 20 bilhões em caixa para proteger a empresa de eventos inesperados que podem ser um dreno de recursos. O negócio da Heinz não deixará o caixa da Berkshire abaixo desse valor, mas deixará perto.

© 2011 Wall Street Journal (www.wsj.com)


La caída en los precios mayoristas exacerba los temores sobre China

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 20th, 2013

BEIJING—Una pronunciada caída en los precios fabriles —por decimocuarto mes consecutivo— augura nuevos contratiempos para una economía china que ya enfrenta un aumento de la deuda y un enfriamiento de la economía en momentos en que industrias tradicionales son afectadas por un exceso de capacidad.

Los precios mayoristas—un indicador de los precios de bienes antes de que lleguen a los consumidores— cayeron 2,4% en abril, el mayor descenso desde octubre. El índice mostró declives particularmente marcados en los sectores de metales y químicos. Eso podría intensificar las preocupaciones sobre la desaceleración de la economía, afirman economistas, al agravar las dificultades de los productores de bienes y materias primas industriales para obtener ganancias, saldar sus deudas y pagarles a sus proveedores a tiempo.

European Pressphoto Agency

Parte de un gran aumento en los préstamos en China se ha usado para refinanciar deuda o pagar intereses de empresas agobiadas por el exceso de capacidad, indicó el analista de Barclays

Jian Chang. “Eso está ayudando a impedir la quiebra de las empresas”, indicó.

China sigue siendo la economía de crecimiento más acelerado entre las grandes potencias, aunque su expansión ha perdido vigor desde los avances de dos dígitos que caracterizaron los últimos 30 años.

El Producto Interno Bruto registró un crecimiento interanual de 7,7% en el primer trimestre, después de un alza interanual de 7,9% en el cuarto trimestre de 2012. En este momento hay un debate sobre si la economía se recuperará para crecer al menos 8% este año o se seguirá debilitando. El Banco Popular de China, el banco central, indicó en un informe trimestral divulgado el jueves que los fundamentos para un crecimiento económico estable aún no son sólidos.

La deflación en el sector industrial refleja el exceso de capacidad que afecta a industrias como las de acero, carbón, vidrio, aluminio, paneles solares y cemento.

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Las caídas de precios en China no son de la misma magnitud que la deflación generalizada que se ha instalado en Japón, donde los precios al consumidor han bajado casi todos los años desde 1999, reduciendo las ganancias, la inversión y el gasto de los consumidores, y arrastrando a la economía a un bajón que ya dura una década.

La caída en los precios mayoristas en China también tiene un aspecto positivo para los consumidores, al ayudar a mantener a raya la inflación. Los precios al consumidor alcanzaron un máximo de 6,5% en julio de 2011 y se han moderado desde entonces para alcanzar 2,4% interanual en abril.

Para las industrias, no obstante, el descenso de los precios mayoristas tiene efectos severos.

Aluminum Corp. de China, más conocida como Chinalco,

que reportó una pérdida de 975 millones de yuanes (US$158 millones) en el primer trimestre y un aumento de 1,9% en sus ingresos, dijo que más de 90% del aluminio producido en China arroja pérdidas. “La urbanización de China impulsará el consumo de aluminio a largo plazo”, indicó un vocero de la empresa, “pero digerir el inventario podría llevar cierto tiempo, así que un aumento importante de los precios es poco probable en un futuro cercano”.

La industria cementera enfrenta el mismo problema de sobrecapacidad.

El presidente de Huaxin Cement Co.,

Li Yeqing, sostuvo en una conferencia de prensa en línea la semana pasada que los fabricantes de cemento necesitan cerrar plantas antiguas para impedir una “catástrofe” para todo el sector. Analistas señalaron que los fabricantes con conexiones gubernamentales probablemente consigan apoyo financiero.

En algunos sectores, el declive en los precios globales de las materias primas ha contribuido a la caída de los precios mayoristas. Durante los últimos 12 meses, los precios del crudo se mantuvieron sin cambios y los del mineral de hierro cayeron alrededor de 7,3%. Los bajos costos de los insumos reflejan en parte la menor demanda de China, el mayor consumidor mundial de commodities, pero también debilitan los precios industriales de China.

“El menor costo de las materias primas se ha trasladado a menores precios de venta”, observó el analista de J.P. Morgan

Daniel Kang.

Por otra parte, los fabricantes de paneles solares enfrentan obstáculos como aranceles sobre las importaciones en EE.UU. y medidas similares que están por imponerse en Europa, lo que reduce su mercado global, exacerba el exceso de capacidad y socava los precios y las ganancias.

LDK Solar Co.

tiene una deuda del orden de los US$2.200 millones. Después de que fracasara un intento para vender una de sus plantas, la empresa fue rescatada por el gobierno de la ciudad de Hefei, que acordó comprar la instalación. La compañía prevé una pérdida neta récord de entre US$80 millones y US$90 millones por la venta de la fábrica.

En todo caso, los bajos niveles de inflación y deuda pública significan que el gobierno tiene herramientas a su disposición para estimular el crecimiento.

De hecho, el dinamismo de la economía ha resuelto episodios anteriores de deflación mayorista. Algunos economistas esperan que el gobierno anuncie grandes programas de crédito para fomentar la inversión y, de esta manera, alentar la demanda por productos industriales.

© 2011 Wall Street Journal (www.wsj.com)


Citi deixa cisão para trás e agora foca em corte de custos

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 20th, 2013

The Washington Post/Getty Images

A ação do Citigroup ainda está 90% abaixo do seu pico anterior à crise

Até mesmo pensar em desmembrar uma empresa é algo difícil de fazer. Pergunte ao Citigroup Inc.

Michael E. O’Neill integrava um pequeno grupo de conselheiros que, após a crise financeira, encorajou a instituição a considerar uma cisão no terceiro maior banco dos Estados Unidos, disseram pessoas a par das deliberações.

O’Neill, agora presidente do conselho, supervisionou uma reforma administrativa no ano passado e agora apoia um plano de corte de custos. Mas explorar a possibilidade de uma cisão já não está mais entre as suas prioridades.

O’Neill concluiu que desmembrar o Citigroup não faz sentido agora, dado o clima de incerteza econômica e regulatória e diversas outras considerações financeiras, disseram essas pessoas.

A mudança é notável porque, no passado, O’Neill já se mostrou disposto a fazer reformas em empresas financeiras. Como diretor-presidente, comandou uma redução no tamanho do Bank of Hawaii Corp.

e defendeu uma simplificação no vasto Bank of America Corp.

em 2009, quando se candidatou à sucessão de Kenneth Lewis na presidência da instituição.

Em meados do ano passado, o argumento para desmembrar os bancos gigantes ganhou um surpreendente defensor quando Sanford Weill, ex-presidente do conselho e diretor-presidente do Citigroup, além de arquiteto da megafusão de 1998 que criou a empresa, exortou os grandes bancos a se subdividirem.

Mas muitos observadores continuam a ver uma cisão como uma possibilidade remota. Desde que Weill fez seus comentários, em julho, a ação do Citigroup subiu 70%. Essa alta e a reserva de O’Neill a respeito ressaltam os muitos obstáculos que existiriam para se reconfigurar o Citigroup, bem como outros bancos gigantes como o JP Morgan Chase

& Co. e o Bank of America.

Decidir quais entidades manteriam as licenças bancárias é uma das complicações. Outros impedimentos incluem as grandes somas de dinheiro que seriam necessárias para financiar divisões, tais como a dos bancos de investimento, como firmas independentes, e para desfazer estruturas legais que incluem milhares de entidades.

Essa imobilidade deixa frustrado um pequeno, porém ativo, grupo de analistas, reguladores e investidores que julgam que os grandes bancos deveriam considerar um desmembramento — seja para reduzir o risco de uma nova rodada de onerosos pacotes de resgate feitos com dinheiro do contribuinte, seja para melhorar o desempenho financeiro irregular das instituições.

Com a ação do Citigroup ainda 90% abaixo do seu pico anterior à crise, os executivos precisam identificar as divisões que estão com desempenho fraco e “fazer algo a respeito”, disse Mike Mayo, analista da CLSA Crédit Agricole

Securities.

Outros do time defensor da “divisão dos bancos” incluem autoridades como Thomas Hoenig, vice-presidente do conselho da Federal Deposit Insurance Corp., e Richard Fisher, presidente do Federal Reserve de Dallas, no Estado do Texas, uma das sedes regionais do banco central americano. Partidários da ideia também incluem gestores de fundos que afirmam buscar estratégias de investimento socialmente responsáveis, tais como a Trillium Asset Management LLC, de Boston, no Estado americano de Massachusetts.

A Trillium faz parte de uma coalizão de investidores que deseja que o Citigroup permita que os investidores votem acerca de medidas que obrigariam os gestores a estudar um cenário de desmembramento e informar suas conclusões aos acionistas. Os sindicatos, liderados pela AFL-CIO, federação que os representa, estão apoiando uma medida semelhante no JP Morgan. Ambos os bancos pediram permissão à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, a SEC, para excluir as propostas. As decisões da SEC são esperadas para breve.

Representantes do J.P. Morgan e da SEC não quiseram comentar.

Como outra preocupação, os que apoiam o desmembramento dos bancos afirmam que as maiores instituições obtêm uma vantagem desleal de bilhões de dólares em subsídios, através de depósitos segurados pelo governo e acesso a empréstimos baratos por meio da “janela de desconto” do Fed. “Se nós forçássemos atividades de risco fora da rede de segurança, os mercados exigiriam muito mais capital dessas entidades”, disse Hoenig.

Andrew Haldane, diretor-executivo de estabilidade financeira do Banco da Inglaterra, estimou em 2009 que os maiores bancos do mundo receberam, coletivamente, mais de US$ 700 bilhões por ano desses subsídios. Os senadores americanos Sherrod Brown (democrata de Ohio) e David Vitter (republicano de Louisiana) já pediram à Controladoria do Governo para elaborar uma estimativa do montante dos subsídios e seu impacto em um punhado de grandes bancos

“O que mantém esses bancos juntos é, em boa parte, o ego e o poder ao invés da economia”, disse Sheila Bair, ex-presidente do conselho da FDIC.

O Citigroup já considerou uma cisão em 2008, quando ainda sentia muito o efeito da crise financeira; mas, em vez disso, depositou ativos no valor de centenas de bilhões de dólares em uma divisão separada, onde eles estão sendo vendidos ou reduzidos.

O’Neill quis voltar ao debate sobre a cisão depois que entrou no conselho do Citigroup, em 2009, mas foi impedido por Vikram Pandit, o diretor-presidente, até sua renúncia forçada, em outubro. Pandit não queria considerar mais um desmembramento, segundo pessoas familiarizadas com a sua opinião. Por meio de um porta-voz, ele preferiu não comentar.

Michael Corbat, que sucedeu Pandit como diretor-presidente do banco, embarcou em um plano para cortar custos e reanimar as divisões mais fracas, mas uma reestruturação mais ampla não está nos planos, disseram pessoas a par da empresa.

© 2011 Wall Street Journal (www.wsj.com)


Do primates have morals?

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 19th, 2013

De Waal recently published a book called “The Bonobo and the Atheist: In Search of Humanism Among the Primates,” which synthesizes evidence that there are biological roots in human fairness, and explores what that means for the role of religion in human societies. CNN’s Kelly Murray recently spoke with De Waal about the book.

More about de Waal’s research

CNN’s Kelly Murray: Tell us about the title of your book.

Frans de Waal: Well, the reason I chose that title is, when I bring up the origins of morality, it revolves around God, or comes from religion, and I want to address the issue that I think morality is actually older than religion. So I’m getting into the religion question, and how important is religion for morality. I think it plays a role, but it’s a secondary role. Instead of being the source of morality, religion came later, maybe to fortify morality.

CNN: How would you say that ethics or morality is separate from religion?

De Waal: Well, I think that morality is older. In the sense that I find it very hard to believe that 100,000 or 200,000 years ago, our ancestors did not believe in right and wrong, and did not punish bad behavior, did not care about fairness. Very long ago our ancestors had moral systems. Our current institutions are only a couple of thousand years old, which is really not old in the eyes of a biologist. So I think religion came after morality. Religion may have become a codification of morality, and it may fortify it, but it’s not the origin of it.

CNN: Why do people need religion?

De Waal: Well, that’s a good question. I’m struggling with that. I’m personally a nonbeliever, so I’m struggling with if we really need religion. … I’m from the Netherlands, where 60% of the people are nonbelievers. So in northern Europe, there are actually experiments going on now with societies that are more secular, to see if we can maintain a moral society that way, and for the moment I would say that experiment is going pretty well. … Personally I think it is possible to build a society that is moral on a nonreligious basis, but the jury is still out on that.

CNN: So do you believe that people are generally good?

De Waal: Yeah, my view is that you have two (kinds of) people in the world. You have people who think that we are inherently bad and evil and selfish, but with a lot of hard work we can be good, and you have other people like myself who believe that we are inherently good. There’s a lot of evidence on the primates that I can use to support that idea that we are inherently good, but on occasion when we get too competitive or frustrated, we turn bad.

CNN: So when the stakes are higher for survival, we’re more individualistic than group-oriented?

De Waal: Oh no, we very much survive by group life. Humans are not able to survive alone. For example, solitary confinement is one of the worst punishments we can give. We are not really made to live alone, we would not survive, and so when things get tough we would actually come together more and be more social when things get tough.

CNN: Can you talk about how being nice to another individual helps you?

De Waal: Sometimes people put that in a very narrow sense, and they say that everything that humans do or that animals do needs to have a payoff, but that’s not true. The example … of adoption of children, I basically think it’s a costly act with no payoff, and these things happen in animals also.

Animals sometimes help each other even between species. Dolphins may help human swimmers, and I don’t think the dolphins get much out of it. So individual acts don’t necessarily need to have a payoff. So they are not selfishly motivated.

They are really altruistic, but you have the tendency to help, and to have empathy for others in general, on the average, is beneficial. Because you live in a group, you depend on these others, so you need to care about these others also because your survival depends on group life, and so there is some sort of general payoff, but people often think in terms of each individual act needs to (reap) some benefit but that’s not necessarily true.

CNN: Tell us more about the origins of empathy.

De Waal: We think that the origin of empathy, in the mammals at least, has to do with maternal care. So a female, whether you’re a mouse or an elephant, you need to pay attention to your offspring, you need to react to their emotions when they’re cold, or in danger, or hungry, and that’s where we think the sensitivity to others’ emotions come from.

That also explains why empathy is more developed in females than males, which is true in many animals, and it’s true for humans, and it explains the role of oxytocin. Oxytocin is a maternal hormone. If you spray oxytocin into the nostrils of men and women, you get more empathic (empathetic) reactions from them, and so the general thinking about empathy is that it started in the mammals with maternal care, and then from there it spread to other relationships. So men can definitely have empathy, but they on average have a little bit less of it than women.

CNN: By empathy, you mean that they feel each others’ pain?

De Waal: Well, feeling someone else’s joy is also empathy. Being affected by the laugh, as humans are, is a form of empathy. So empathy basically says that you’re sensitive to the emotions of others and react to the emotions of others.

Sympathy is a bit more complicated. Sympathy is that you want to take action. You want to help somebody else who’s in trouble. So sympathy is a bit more specific, it’s a bit more action-oriented. Empathy is just a sensitivity. Empathy is not necessarily positive. If someone wants to sell you a bad car for a high price, he also needs to empathize with you in order to get you to buy it. So empathy can be used for good purposes; I think most of the time it is, but it is not always used for good purposes.

CNN: In your book, you talk about a female primate who is crouching down giving birth while the rest of the group gathers around, and one of the other females is crouching and acting like the one giving birth. Would that be an example of empathy?

De Waal: Yeah, that’s an act of mimicry and synchronization, which is the first form of empathy. If you talk with a sad person, you’re going to have a sad expression on your face. You’re going to feel sad very soon. That is the body channel of empathy. You synchronize with the other, and that female in the birthing scenario was synchronizing with the other. It’s a very early form of empathy; we call it “modes of mimicry,” when you do the same thing as somebody else. The body channel of empathy is very important to us and we rely on it every day. If you talk with people and you adopt their facial expressions, they will be laughing, you will be laughing, and so on.

CNN: Different cultures of humans have different ideas about morality. Is it the same way in primates? Do different groups of primates have different cultures and ways of interacting with each other?

De Waal: We do think that primates have different cultures. One group behaves quite differently from another one. I’m not sure that I would say they have different moralities, but they may have different styles of interacting. But (with) the human variation in morality, one society may have different moral rules than another one.

In our current society in the U.S. we have debates about gay marriage, abortion – we have a lot of moral debates going on, and years from now we will believe different things from what we believe now, and so morality changes as a result of society, and that means you should not look for specifics of your morality in biology.

Biology provides some of the general primate psychology that we have, like pro-social tendencies, sense of fairness, following rules. Our primate background provides that kind of thing, but the specific rules that our society adopts are not contained in biology, and sometimes people confuse that when I say that morality is contained in our biology, that every rule we follow has to come out of biology. I don’t think it works that way. I think that we have general tendencies that come from our primate ancestors, and we turn that into our moral system that is suitable to our way of living.

CNN: Is there anything we can learn from animals about how to live a good life?

De Waal: I don’t think I can give you specific lessons for your life out of my animal studies, but I do think the animal studies have some sort of general message that is important.

Instead of looking at human morality as something we design in our heads — the philosophers want us to believe that by logic and reasoning we arrive at moral principles — I think it works very differently. We have a lot of feelings and tendencies that drive us to moral solutions, and yes, we often then later try to justify these solutions and come up with reasons for them, but that’s often secondarily.

In primate behavior we can see they have a sense of fairness. They have empathy: they enforce rules among themselves, they can delay gratification and they can control their impulses. So many of these tendencies that go into our moralities can be found in other animals, but instead of them coming from logic and reasoning, they actually come from our primate psychology most of the time.



Los productores de vinos de Francia apuntan a Asia

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 19th, 2013

Los principales productores de vino de Francia están reduciendo los precios de sus últimas cosechas en hasta un tercio de sus ofertas del año pasado, con la esperanza de despertar interés en Asia, donde los coleccionistas experimentan una caída en el valor del vino que compraron en años recientes.

Los productores de la celebrada región de Bordeaux acaban de comenzar la campaña en primeur de este año, en la que los viñedos ofrecen vinos de sus más recientes cosechas en el mercado de futuros. Los vinos de 2012, que siguen en barriles y no serán embotellados ni distribuidos hasta dentro de dos años, están siendo ofrecidos por primera vez a vendedores y coleccionistas.

Agence France-Presse/Getty Images

El grupo de productores que ya han divulgado sus precios los colocaron en sus niveles más bajos desde 2008. El lunes, Châteaux Lafite-Rothschild fijó sus precios en 350 euros por botella, o 17% menos que el año pasado y 42% por debajo de 2011.

La semana pasada, Châteaux Mouton-Rothschild estableció un precio de 240 euros por botella, un descenso de 33% frente a 2011. Châteaux Lynch-Bages tasó sus vinos de 2012 en 60 euros por botella, una reducción de 13%.

Se espera que más de 200 productores participen en el mercado en primeur, un sistema que data de hace varios siglos. Sin embargo, Châteaux Latour, uno de los productores más reconocidos en la región y de propiedad del multimillonario François Pinault, decidió no participar en el mercado de futuros este año y lanzará los vinos al mercado abierto cuando se consideren listos.

El Liv-ex 100, un índice que monitorea los vinos más coleccionados del mundo, alcanzó su máximo en junio de 2011 antes de hundirse 29% para octubre del año pasado. El índice se ha recuperado 8% desde entonces.

Las viñas también se ven presionadas a reducir los precios después de que experimentaron temperaturas disparejas en el verano. Las primeras evaluaciones de la cosecha de 2012 son irregulares.

Los fabricantes tampoco quieren repetir el error que cometieron en el lanzamiento del año pasado. Tras un 2009 y 2010 exitosos —que fueron calificados como cosechas excepcionales por los críticos— los vinos de 2011 solo ofrecían ligeros descuentos. Las ventas de los vinos, considerados de una cosecha inferior, resultaron ser mediocres.

Los bajos precios de 2012 fueron bienvenidos por los comerciantes asiáticos.

Durante la campaña de los vinos de 2009, que fueron anunciados como “la cosecha del siglo” por los críticos, los asiáticos representaron alrededor de 30% de las 110 millones de libras esterlinas (US$168 millones) de todas las ventas en primeur de Berry Bros., que es el principal comerciante de contratos de vino a futuro. El año pasado, las ventas en Asia representaron sólo 3% de los 37 millones de libras que Berry Bros. vendió en vinos en primeur.

Será difícil persuadir a los coleccionistas locales a comprar en el mercado de futuros cuando los precios de los últimos lanzamientos continúan languideciendo.

© 2011 Wall Street Journal (www.wsj.com)


Apple tiene problemas con su evolución

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 19th, 2013

Resulta que Apple no puede comprar el afecto de los inversionistas con recompras de acciones cada vez más grandes.

Les sigue importando más que el gigante tecnológico mantenga su ventaja en las ganancias. Y para lograr eso, Apple aún necesita mantenerse a la vanguardia en la tecnología.

Los resultados financieros de Apple para el segundo trimestre fiscal que concluyó en marzo fueron nublados con el anuncio de que la empresa aumentará drásticamente el tamaño de su programa de recompra de acciones, de US$10.000 millones a US$60.000 millones, y además incrementará moderadamente su dividendo. Aún así, sus acciones perdieron las ganancias iniciales registradas tras el reporte de resultados el martes.

Eso se debe a que el desempeño financiero de la empresa fue una mezcla de puntos positivos y negativos. Sí, los ingresos fueron ligeramente más altos que las previsiones de los analistas. Pero la empresa presentó su primera caída interanual en utilidades trimestrales en una década. Y su margen de ganancia neta de 37,5% representó su nivel más bajo en más de dos años. Un motivo de eso es que más clientes están comprando versiones más antiguas y baratas del iPhone así como iPad Minis que no generan tanta utilidad que los iPads tradicionales.

Y podría haber mayor presión sobre las ganancias si Apple sigue batallando con la innovación de productos.

Una queja de la versión actual del iOS, el sistema operativo móvil de Apple que utiliza en el iPhone y el iPad, es que se está volviendo obsoleto. A pesar de la habilidad de Apple de mejorar constantemente el hardware del iPhone, el software del mismo se ha mantenido igual por años. Eso ha permitido que los teléfonos inteligentes que usan el sistema operativo Android de Google,

como el Samsung Galaxy S4, cierren la brecha que los separa.

Por tanto incluso antes de que la próxima versión del iPhone sea lanzada en el tercer trimestre, los inversionistas deberían observar el próximo lanzamiento de iOS para ver si Apple está preparando algo especial que sumaría atractivo a sus futuros dispositivos. Vale la pena indicar que sería la primera versión nueva del software desde que una reestructuración a fines del año pasado colocó a nuevos ejecutivos al mando de la división.

En aspectos importantes, Google ya ha rebasado a Apple, sobre todo en los servicios que es capaz de proporcionar a usuarios de teléfonos inteligentes. Por ejemplo, Google Maps es mucho más útil que la alternativa de Apple, gracias a años de inversión.

El gigante de búsquedas también ha desarrollado una herramienta única de predicción llamada Google Now. La herramienta puede ver un pase de abordar dentro de la bandeja de entrada de un usuario e informarle automáticamente si su vuelo está retrasado.

Si Apple exhibe únicamente cambios incrementales para el iOS, provocará más interrogantes sobre la capacidad de las empresas de mantener los altos precios que cobra por sus teléfonos inteligentes.

Apple sigue teniendo grandes ventajas que otros no pueden igualar, incluyendo una gran red de tiendas minoristas en donde los usuarios pueden recibir ayuda con sus teléfonos inteligentes. Sigue teniendo también una gran base de usuarios que continuarán comprando iPhones simplemente porque siguen guardando toda su música en iTunes. Aunque sin grandes mejorías para el dispositivo, podrían sentir menos presión para actualizarlos con la misma frecuencia.

Hay otras innovaciones que están en línea de espera, como un televisor y un dispositivo estilo reloj. Pero es difícil ver que estos dos últimos tengan tanto potencial como la franquicia del iPhone. Entre tanto, Google está agregando mejoras discretamente para hacer que sus servicios sean indispensables. Tradicionalmente, Apple ha sido estupendo para la revolución; la evolución está demostrando ser más complicada.

© 2011 Wall Street Journal (www.wsj.com)


Deadly bombs at Pakistan mosques

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 18th, 2013

Two explosions in the Malakand region of north-west Pakistan have killed at least 13 people, officials say.

The bombs went off near two mosques in Bazdarra village, close to the tribal areas that border Afghanistan.

The Assistant Commissioner of Malakand, Abdullah Mashal, said more than 30 people were injured in the blasts.

He told the BBC that 15 of the injured were in a critical condition and being taken to hospitals in Mardan and Peshawar.

An eyewitness, Shahid Ali, told the Associated Press news agency that the explosions came just as Friday prayers were starting.

"Many people are buried under the rubble," he said.

No-one has yet claimed responsibility for the attacks.

Pakistanis voted in a general election on 11 May, with Nawaz Sharif of the Pakistan Muslim League set to become prime minister for a third time.

© 2011 BBC News (www.bbc.co.uk)


BankDhofar hsts exclusive event of Cadillac XTS

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 18th, 2013

BankDhofar hosted an exclusive event for its priority customers in partnership with OTE – Cadillac team for a pre-launch preview of the all-new Cadillac XTS.The event is at Shangri La Barr Al Jissa hotel followed by dinner.

BankDhofar’s participation in this event upon the bank’s belief of strengthening the marketing link with its prestigious customers and in tune with the new products offered by BankDhofar to its customers both Omanis and residents.

This event was attended by Key people from the Cadillac team, senior officials from BankDhofar and a number of our priority customers. It was appreciated by the customers as it is considered to be such a great opportunity to a direct and informal contact with our priority costumers and contributes to strengthening the relationships between the BankDhofar and its prestigious customers.

Mr. Tony Mahoney, CEO, BankDhofar commented: “Our customers put their confidence in us every day and we work hard to offer them superior services and convenience. We are constantly looking at ways to enhance their banking experience. We are now moving to the next level with these upgrades, to ensure that our customers can enjoy a better banking experience and to achieve our vision which is to be the best Bank in the Gulf. I would like to take this opportunity to thank the OTE group specially the Cadillac team and all who have been involved for organising such a wonderful night.”

This event goes in sync with BankDhofar’s goals in promoting its distinctive products such as: “Tamini” vehicle insurance service and car loan which give the customers the chance to own their dream car by taking advantage of these offers and providing the best banking services in the market to meet the expectations of our customers, the best bank for you and in the Gulf.

© 2011 AMEINFO (www.ameinfo.com)


Dentsu Aims to Expand Its Base

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 17th, 2013

Dentsu Inc.,

Japan’s largest advertising agency, has a commanding 22.4% share of the world’s second-largest advertising market, yet it has failed to make a meaningful mark on the international ad scene.

At home, Dentsu’s sales are twice those of its closest rival, Hakuhodo Inc.,

and its roster of heavyweight domestic clients is enough to makes it one of the world’s top five ad agencies in terms of revenue. But while Dentsu has more than 4,500 employees in 101 offices in 28 countries, it commands less than 5% of the $452 billion global market.

With domestic economic consumption slowing and Japan’s population not only aging but also starting to shrink, that’s a big problem. To assure its future, the Tokyo-listed company needs to expand its global customer base.

Therein lies the challenge facing Tatsuyoshi Takashima, 65 years old, who joined Dentsu fresh out of Keio University in 1966 and assumed the role of chief executive officer this July. Dentsu is targeting 12% overseas revenue by 2013, up from less than 10% now, and plans to focus on boosting its digital technology capacity. In line with world-wide trends, Dentsu’s revenue from newspapers, magazines, radio and television for the fiscal year that ended in March declined 7.6% from a year earlier, while Internet advertising revenue grew 16.3%.

[Tatsuyoshi Takashima]

Tatsuyoshi Takashima

Overall, Dentsu posted a net loss of 20.45 billion yen ($226 million) for the fiscal year on sales of 1.9 trillion yen. It forecasts net income of 11.4 billion yen and sales of 1.6 trillion yen for the fiscal year ending March 2010. The positive net income forecast, despite lower sales, is possible, the company says, because it doesn’t expect a repeat of the extraordinary losses it posted last year.

Dentsu’s dominance in Japan originates from its role as a media representative in the early 1900s when it produced Japan’s first newspaper advertisements. Today, Dentsu operates as both a media owner as well as a creative agency: it buys ad space and sells it to clients while making a commission on the sale.

Tor Ching Li interviewed Mr. Takashima in his Tokyo office. The interview has been translated from Japanese and edited.

WSJ: What was your first job and the biggest lesson you learned from it?

Mr. Takashima: I was first assigned to the newspaper division and my job was to obtain advertising space from a certain newspaper company. At that time, advertisers’ demand for ad space always outstripped supply, but I almost never failed to deliver my clients’ requests. I learned how to calculate the right amount to buy in advance from the media company to avoid a shortage of ad space for our clients and became skillful at negotiating with the newspaper company’s ad department.

WSJ: Given the ad industry’s intense competition and pace, how do you keep ahead of the competition?

Mr. Takashima: The industry has changed a lot since the days of just buying newspaper space; it is definitely more challenging now, with a variety of communication channels. The key is to provide added value to our clients, and to export what we do in Japan for our clients — a unique integrated suite of services — globally.

Because of advances in digital technology, players from different business spheres interact, share information, and engage in free and direct communication, transactions and consumption. In such an environment, Dentsu Group must continue to bring our clients and the consumers together and provide them with unique added value.

WSJ: What advice would you give someone entering your field?

Mr. Takashima: One should continuously seek inspiration, take an interest in a variety of things and always be on one’s toes to gather accurate information.

WSJ: What principle of management do you wish you knew when you were starting out?

Mr. Takashima: Nothing in particular, because I believe that we learn on the job, and through our successes and sometimes failures are able to move on to the next stage. This is more important than having a management philosophy.

WSJ: What do you wish every new hire knew?

Mr. Takashima: It’s important for new hires to understand that business is built on mutual trust, so they should have basic manners and social skills. But business is also competition, so I expect them to have a winning mindset.

WSJ: What is your biggest challenge at a time of great change in the advertising industry?

Mr. Takashima: The greatest challenge is steering the company toward digitization and changing the mindset of our employees. It is absolutely necessary for our employees to learn how to deal with completely new ways of thinking and new ideas, to strengthen their digital literacy, and to work together as a group to take on new challenges.

WSJ: Was there an instance when you felt you let your company or colleagues down?

Mr. Takashima: There was one incident that I still regret to this day. I remained silent during a meeting at which I really should have expressed my opinion. Since then, I have encouraged myself to speak out so that I wouldn’t look back with regret. In that sense, my bosses might have thought I was a rather difficult subordinate.

WSJ: Have you ever had a bad boss?

Mr. Takashima: I once had a manager who would reprimand his subordinates in public. When I was told I would have to work for him, I told him I would only do it on the condition that he would not reprimand me in front of others. We were able to have a good working relationship, which surprised the people around us. It has always been my intent not to embarrass people or do unpleasant things to them. I always try to put myself in the other person’s shoes.

WSJ: What was the most satisfying decision you made as a manager?

Mr. Takashima: One example would be the appointment last year of Tim Andree [CEO of Dentsu's U.S. subsidiary] as the first non-Japanese executive officer of Dentsu Inc. He currently heads our business activities in the Americas and Europe. With his background and experience, he is already playing a big role in the globalization of Dentsu.

WSJ: What are the most important attributes of a good manager?

Mr. Takashima: To treat everyone equally and fairly, listen to the input of people on the front lines and be ready to face anything in your work.

WSJ: Would you recommend someone starting in your field attend business school?

Mr. Takashima: As our business fields expand, it is becoming increasingly important for us to provide our clients with solutions not only in the marketing communication field but also in fields ranging from business management to strategic development. In this sense, I believe there is always the option for people to attend business schools.

© 2011 Wall Street Journal (www.wsj.com)


Relaxamento monetário, uma jogada de longo prazo do Fed

Posted by SamVerl in Top Stories on 05 17th, 2013

A questão de zilhões de dólares hoje em dia é: quando o Federal Reserve, o banco central americano, pegará a rota de saída?

Investidores, bancos e muitos outros participantes do mercado estão obcecados com a questão de quando terminará a política de relaxamento monetário e as suas amplas implicações. Quando o Fed decidir recuar do seu mais recente programa de compra de títulos — compras mensais de US$ 85 bilhões em dívidas do Tesouro e de hipotecas — ou quando ele começar a elevar as taxas de juros de curto prazo, que estão próximas de zero, as ações poderiam cair, os custos dos empréstimos saltar e a economia desacelerar.

Bloomberg News

Ben Bernanke.

O presidente do Fed, Ben Bernanke, e outros altos funcionários da instituição têm procurado sinalizar que o fim dessas medidas só deve ocorrer quando a recuperação da economia estiver num processo muito mais avançado. O Fed começa hoje uma reunião de dois dias para discutir a política monetária americana.

Uma pesquisa do The Wall Street Journal com 50 economistas do setor privado, realizada entre os dias 8 e 12 de março, mostra que, de forma geral, eles esperam mais do que um outro ano de compra de títulos pelo BC americano, mais do que dois anos de baixas taxas de juros de curto prazo e um portfólio do Fed inflado de ativos por mais de uma década após o começo da crise. “É uma nova era de política monetária”, disse Julia Coronado, economista-chefe do BNP Paribas

e ex-integrante da equipe de economistas do Fed.

De acordo com os economistas que participaram da pesquisa, marque as seguintes datas no calendário: novembro de 2013, maio de 2014 e junho de 2015, quando, na média, eles esperam que o Fed tome as decisões a seguir, respectivamente:

1. Comece a desacelerar as compras mensais de títulos.

2. Pare de comprar títulos.

3. Comece a pensar seriamente sobre elevar as taxas de juro de curto prazo, à medida que a taxa de desemprego atinge a casa de 6,5%.

Há uma importante mudança na forma como o Fed pode atuar no futuro relacionada a esse possível cenário.

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Na era pré-crise financeira, o banco central administrava uma única taxa de juro de curto prazo e esperava que ela fosse suficiente para atingir suas metas de inflação e desemprego. Essa taxa é a do mercado interbancário, que os bancos cobram entre si nos empréstimos de um dia para o outro, os chamados “overnight”.

Na era pós-crise financeira, o Fed trabalha com um espectro muito mais amplo de taxas de juros. Ao usar sua carteira de títulos de dívida e as mensagens que passa ao mercado com relação a seus planos futuros, o Fed busca influenciar uma variedade de taxas de juros de longo prazo, taxas de hipotecas e outros custos de empréstimos que afetam famílias, empresas e investidores.

Em junho de 2011, autoridades do Fed planejaram uma estratégia para, algum dia, abandonar a política de relaxamento monetário, vislumbrando um retorno a algo similar à era pré-crise. De acordo com o plano, o Fed poderia vender seus títulos de dívida hipotecária ao longo do tempo para enxugar sua carteira e voltar a um mundo no qual ele usaria apenas a taxa do mercado interbancário.

Uma análise mais detalhada da estratégia de saída do Fed mostra que a era pós-crise deve permanecer por um longo período. Bernanke disse aos parlamentares americanos no mês passado, no seu relatório semestral ao Congresso sobre política monetária, que o Fed provavelmente atualizaria a estratégia. Ele e outras autoridades do Fed sugeriram que, de acordo com um novo plano, a instituição poderia calibrar suas vendas de títulos hipotecários para moldar a direção das taxas de longo prazo.

“Ajustes no ritmo ou no momento da venda de ativos podem ser feitos, sob certas circunstâncias, para amortecer ajustes excessivamente acentuados nas taxas de juros de longo prazo”, disse Bernanke.

Outra abordagem que algumas autoridades têm discutido é reduzir a carteira em posse do Fed, com o passar do tempo, simplesmente deixando que os títulos vençam ao invés de vendê-los. Isso poderia reduzir o risco de que vendas instantâneas tumultuem o mercado e provoquem um grande salto nas taxas de juros.

Os economistas que participaram da pesquisa do WSJ disseram, na média, que não esperam que o balanço do Fed volte ao normal — sem o inchaço provocado pelos muitos títulos comprados por meio dos seus programas de relaxamento monetário — até dezembro de 2019. Em outras palavras, passados mais de dez anos do fim da crise financeira, o Fed ainda deve estar desempenhando um forte papel nos mercados de títulos de dívida de longo prazo, diretamente dando forma às taxas.

Ao usar mais mecanismos para influenciar um ampla gama de taxas de juros, as autoridades do Fed podem estar em melhores condições para evitar uma outra crise financeira. Mas elas também estão sujeitas a enfrentar decisões mais difíceis, a incorrer em novos erros e a críticas por maior ingerência no mercado.

Os críticos da política do Fed temem que o banco central comece a restringir a oferta de crédito tarde demais para evitar uma subida acentuada da inflação ou uma nova bolha financeira.

© 2011 Wall Street Journal (www.wsj.com)


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